NITROGLICERINA


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Certamente serei tendencioso ao falar sobre esse assunto, porque sou um admirador das mulheres. E não estou me referindo apenas a questões sexuais, mas ao conjunto que as compõe. Acho uma perfeição da natureza, vendo qualidades até mesmo onde a maioria enxerga imperfeições.

Hoje não escreverei a respeito de todas as mulheres, mas apenas sobre aquelas próximas dos 50 anos de idade.

Para tanto, é indispensável que cite as mais jovens. Se estas encantam pela vitalidade, exuberância física, pelo frescor da idade ou pelos sonhos e ideais que imaginam realizar no decorrer da vida, param por aí. Aqueles que preferem se relacionar com mulheres nessa fase, possivelmente irão substituí-las por “modelos mais novos”, quando essas características já não mais se fazem presentes.

Contraditoriamente não lembro de ter me relacionado com mulheres mais velhas, mas desde  adolescente tenho esse tipo de fantasia. É fato que as mulheres próximas das 5 décadas são encantadoras. E esse encanto provém das experiências de vida, da maturidade e do conhecimento, em sentido amplo, adquirido ao longo dos anos. As pessoas quanto mais velhas tendem a se tornarem mais sábias e bem resolvidas. Para as mulheres, percebo que essas características são potencializadas, constituindo-se em uma fase divisora de águas em suas vidas. Parecem paradoxais: quando se espera que seja um tempo de calmaria… acontece o inverso. Eu acredito, considerando a teoria das múltiplas inteligências, que as Hortênsias têm a inteligência intrapessoal e interpessoal muito mais evoluída que nos, Tsun’s. Penso que por volta dos 50 anos o momento é de ebulição, quando as certezas já estão parcialmente consolidadas e Elas plenamente seguras para tomarem decisões assertivas, decisivas e na maioria das vezes confusas – somente para observadores menos atentos.

Voltando a questão do paradoxo é comum as mulheres nessa faixa etária, não satisfeitas em relacionamentos de décadas, resolverem seguir suas vidas sozinhas, quando todos esperam que permaneçam “quietas”. Ou mesmo começarem a se comportar como sempre quiseram e nunca tiveram coragem, sem a menor preocupação com o que os outros possam dizer – isso inclui opções sexuais; prática de atividades diversas. É um momento de plena libertação.

Aprecio essa complexidade apresentada pelas mulheres, como diz Hortênsia, gosto de complicar o que é fácil e de facilitar o que é difícil.

Para finalizar, enquanto escrevia esse texto lembrei e associei as mulheres de 50 a uma substância que é a nitroglicerina: é líquida( logo bastante adaptável a vários ambientes e situações), explosiva, potente, facilmente transita de uma situação estável para uma condição de instabilidade e, principalmente, poucas pessoas tem habilidade para lidar com essa “substância”.

Querer é poder?


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Depois de um tempo longe do teclado, escrevendo para o Blog, voltamos. Hoje trataremos de limitações e potencialidades – tema proposto para essa semana.

Algumas vezes já ouvi alguém dizer que a gente pode conseguir tudo que quiser, ou algo semelhantes a isto… eu concordo em parte. Creio que acreditar que podemos tudo ajuda e pode nos impulsionar até um certo limite, mas nem por isso é uma verdade absoluta. Nascemos com características que são moldadas durante toda a vida e, de acordo como serão trabalhadas, poderão se transformar em potencialidades. Algumas pessoas naturalmente têm aptidão para fazerem atividades específicas e as realizam com pouco esforço, já outros indivíduos, mesmo com pouca habilidade, podem desempenharem as atividades tão bem ou melhor que os primeiros, motivados por horas de esforço e dedicação. Para esses últimos, a regra do querer é poder se adequa melhor.

Quanto as afirmações apresentadas acima, mais uma vez sou autorreferente. Tenho habilidades naturais para algumas atividades, quando demonstro um trabalho finalizado é comum ouvir pessoas dizerem que não tem capacidade para realizarem algo semelhante. Entretanto, tenho certeza que qualquer um pode fazer igual ou até melhor, a questão é equacionar “inspiração” e “respiração”. Simples, quanto mais dedicado se é, melhores serão os resultados obtidos. Quando se tem jeito para a coisa, esses resultados aparecem mais rápido e de modo mais fácil.

Tratemos agora o outro lado da moeda: as limitações. Todos nós temos nossa parcela de limitação, ninguém é pleno, mas podemos minimizar óbices. Não é fácil, mas é algo que depende primordialmente de como administramos e procuramos transformar nossas possibilidades. Penso que as restrições se constituem essencialmente em processos mentais e aqui quero pontuar duas situações distintas que também estão interligadas, referentes a essas ações cognitivas: 1) o conflito entre o que nossa natureza deseja e o determinismo do ambiente que vivemos; 2) o conjunto de crenças que nos é imposta ao longo da vida, principalmente quando somos crianças.

Na primeira situação, as condições são subjetivas e muito diversas. Quando, por exemplo, o indivíduo faz uma escolha não para atender sua vontade, mas para satisfazer pessoas ou situações impostas. Penso que caso isso venha a acontecer é um fator limitador, com consequências diversas e imprevisíveis que certamente impactará outras áreas de sua vida.

 Na segunda situação, citei as nossas crenças como um possível elemento que pode restringir possibilidades – se imaginarmos nosso cérebro como uma máquina, as crenças seriam uma parte da programação registrada. Caso essa programação não seja tão boa, certamente pode causar prejuízos, pois condicionará como vamos perceber e interagir com o mundo. É salutar que, detectada essas crenças limitadoras, seja realizada uma reprogramação desses estímulos.

Gostaria de esclarecer que esses aspectos que citei foram fundamentados em minhas observações, leituras, conversas com amigos e aportes diversos, constitui-se apenas em opiniões pessoais, sem nenhuma pretensão além do compartilhamento da visão que tenho sobre o assunto.

Finalizando, penso que o importante é que a gente se conheça o suficiente para compreendermos nossas potencialidades e limitações, trabalhando continuamente para potencializar as primeiras e, na medida do possível, minimizar progressivamente as últimas, em busca de nos tornamos pessoas melhores e mais felizes. Para impulsionar esse autoconhecimento eu sugiro três coisas: perceber-se melhor; coragem para confrontar suas verdades, implementando as mudanças necessárias, quando for possível e por fim, criar o hábito de praticar boas leituras que possibilitem ampliam seus horizontes.