De sorte, seja forte!


34Outro dia, conversando, ele disse: “Flor, que tal falarmos sobre sorte?”. Prontamente minha cabecinha entrou em mode on e desde então tenho pensado sem parar nessa tal de sorte.

Evidentemente, como penso do umbigo pra dentro, ou seja, sou muito autocentrada, comecei pensando no que eu considero sorte na minha própria vida. Família legal, emprego que eu gosto, acontecimentos que parecem ter grande sincronicidade. Sou sortuda, sim!

Mas só sou realmente sortuda se acreditar que sorte é destino, no qual eu interfiro pouco, do qual eu de certo modo, sou refém. Então, conhecer a pessoa que mudou minha vida foi somente acaso; ter sucesso profissional teve pouco da minha contribuição; estar no lugar certo na hora exata, também foi só uma grande coincidência. E a música poderia ser: “você me dá sorte na vida!”

Por outro lado, sorte pode ser fim, finalidade. De sorte que eu posso não ser sortuda. E se assim pensar, tanto fiz para ter sorte! Deixei corajosamente o amor entrar no vazio e na dor e preencher todos os meus espaços; fiz as escolhas profissionais sensatamente; escolhi ser quem eu queria ser, me dando os limites que julgava que deveria me impor. Escolhi! E a música então é: “…O que você faz me ajuda a cantar. Põe um sorriso na minha cara…” Porquê eu escolhi cantar na forma de texto, sorrir junto ou separado, mas sorrir e dizer que a vida é bela mesmo quando a vontade é sumir.

De sorte que é preciso coragem para se ter sorte! E seja você homem, mulher ou gente, só lhe desejo ser forte!

Você tem sorte?


34Hoje escreverei sobre sorte. Os mais pragmáticos falam que sorte se resume a junção entre competência e oportunidade, dizem que não é interessante nós deixarmos que ela direcione nossa vida; outros atribuem as condições que se encontram a fenômenos que fogem ao nosso controle, associadas a merecimento ou fatores aparentemente casuais.

Simpatizo com esses pragmáticos ai, mas acredito que tudo não se resume a isso. Penso que pessoa céticas, como eu, tendem a serem observadoras. Pois bem, vejo que há acontecimentos bons, ocorridos comigo, que independem do preparo e da oportunidade e são frequentes, situações que fogem de curso que natural.

Chego a pensar que a diferença de quem tem sorte para quem não tem consiste apenas nisso: observação. Que a todo momento e repetidamente coisas boas e acontecem conosco, mas apenas algumas pessoas tem a capacidade de enxergar. Essa percepção é uma característica incomum, pois hoje recebemos tantos estímulos que fica difícil estarmos atentos a “detalhes” de menor importância. Também é mais confortável, diante dessas “pequenas dádivas”, acreditarmos que somos especiais, que por algum motivo inexplicável estamos recebendo algum tipo de “benção”.

Enfim, acredito no preparo e na oportunidade juntas para resultar em sorte, mas também creio que há algo além disso. Não sei explicar e nem sou obrigado a saber de tudo… e quanto isso, estou conformado com a minha sapiência humana limitada – esse é um bom tema para o próximo texto.