Querer é poder?


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Depois de um tempo longe do teclado, escrevendo para o Blog, voltamos. Hoje trataremos de limitações e potencialidades – tema proposto para essa semana.

Algumas vezes já ouvi alguém dizer que a gente pode conseguir tudo que quiser, ou algo semelhantes a isto… eu concordo em parte. Creio que acreditar que podemos tudo ajuda e pode nos impulsionar até um certo limite, mas nem por isso é uma verdade absoluta. Nascemos com características que são moldadas durante toda a vida e, de acordo como serão trabalhadas, poderão se transformar em potencialidades. Algumas pessoas naturalmente têm aptidão para fazerem atividades específicas e as realizam com pouco esforço, já outros indivíduos, mesmo com pouca habilidade, podem desempenharem as atividades tão bem ou melhor que os primeiros, motivados por horas de esforço e dedicação. Para esses últimos, a regra do querer é poder se adequa melhor.

Quanto as afirmações apresentadas acima, mais uma vez sou autorreferente. Tenho habilidades naturais para algumas atividades, quando demonstro um trabalho finalizado é comum ouvir pessoas dizerem que não tem capacidade para realizarem algo semelhante. Entretanto, tenho certeza que qualquer um pode fazer igual ou até melhor, a questão é equacionar “inspiração” e “respiração”. Simples, quanto mais dedicado se é, melhores serão os resultados obtidos. Quando se tem jeito para a coisa, esses resultados aparecem mais rápido e de modo mais fácil.

Tratemos agora o outro lado da moeda: as limitações. Todos nós temos nossa parcela de limitação, ninguém é pleno, mas podemos minimizar óbices. Não é fácil, mas é algo que depende primordialmente de como administramos e procuramos transformar nossas possibilidades. Penso que as restrições se constituem essencialmente em processos mentais e aqui quero pontuar duas situações distintas que também estão interligadas, referentes a essas ações cognitivas: 1) o conflito entre o que nossa natureza deseja e o determinismo do ambiente que vivemos; 2) o conjunto de crenças que nos é imposta ao longo da vida, principalmente quando somos crianças.

Na primeira situação, as condições são subjetivas e muito diversas. Quando, por exemplo, o indivíduo faz uma escolha não para atender sua vontade, mas para satisfazer pessoas ou situações impostas. Penso que caso isso venha a acontecer é um fator limitador, com consequências diversas e imprevisíveis que certamente impactará outras áreas de sua vida.

 Na segunda situação, citei as nossas crenças como um possível elemento que pode restringir possibilidades – se imaginarmos nosso cérebro como uma máquina, as crenças seriam uma parte da programação registrada. Caso essa programação não seja tão boa, certamente pode causar prejuízos, pois condicionará como vamos perceber e interagir com o mundo. É salutar que, detectada essas crenças limitadoras, seja realizada uma reprogramação desses estímulos.

Gostaria de esclarecer que esses aspectos que citei foram fundamentados em minhas observações, leituras, conversas com amigos e aportes diversos, constitui-se apenas em opiniões pessoais, sem nenhuma pretensão além do compartilhamento da visão que tenho sobre o assunto.

Finalizando, penso que o importante é que a gente se conheça o suficiente para compreendermos nossas potencialidades e limitações, trabalhando continuamente para potencializar as primeiras e, na medida do possível, minimizar progressivamente as últimas, em busca de nos tornamos pessoas melhores e mais felizes. Para impulsionar esse autoconhecimento eu sugiro três coisas: perceber-se melhor; coragem para confrontar suas verdades, implementando as mudanças necessárias, quando for possível e por fim, criar o hábito de praticar boas leituras que possibilitem ampliam seus horizontes.

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