Homem (além) da caverna


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O nosso interesse por pessoas “fora da casinha”. Essa foi o assunto que Hortênsia propôs para esta semana. Segundo minha amiga, que fique bem claro, “fora da casinha” é muito diferente de “fora da caixinha”, mas a explicação é simples: “caixinha” seria um papel social e “casinha” a forma de pensar – esclarecimento importante, para os mais desatentos como eu, que pensava que tudo era a mesma coisa. E a nossa flor amiga ainda me disse que acredita sermos pessoas “meio fora da casinha”!

Ela está certa quanto a sua análise, realmente penso diferente da maioria das pessoas (por mais que não queira tenho que admitir). Isso pode ser bom em alguns aspectos, mas tem um custo relativamente elevado. É difícil de se encaixar a alguns padrões de pensamentos e comportamentos, não é bom ser visto como estranho, expressar ideias e, principalmente, tentar explicar ou defende-las quando sabemos que o outro não vai alcançar. Confesso que não é incomum me esforçar para ser igual.

Quanto ao interesse que as pessoas tem por aqueles indivíduos “fora da casinha”, será melhor falar da minha experiência, deixando claro que não sei se o processo é o mesmo com outras pessoas. Vou comparar a situação a um imã e sua propriedade magnética, que pode atrair ou repelir outros corpos. Algumas pessoas se sentem atraídas pelo desconhecido e sentem curiosidade para descobrir o “mistério” – talvez depois de descobrirem o que queiram, percam o interesse. Há outras que se afastam por acharem aqueles que são diferentes deles um tanto exótico, excêntricos, complicados… penso que acham perda de tempo conviver com pessoas assim ou mesmo não querem desconstruir crenças que já foram consolidadas… e certamente por outros motivos diversos – esclareço que minha intenção não é julgar esses dois tipos de comportamentos como certo/errado, bom/ruim, agradável/desagradável.

Obviamente, também tenho uma grande afinidade com as pessoas que estão “fora da casinha”. São indivíduos que me desafiam, estimulam o pensamento e conseguem me tirar da zona na de conforto. É nesse processo que cresço, confrontando ou confirmando minhas convicções.

Finalizando, compartilho com nossos milhões de leitores que as pessoas “fora da casinha” frequentemente adotam dois tipos de comportamentos para se manterem estáveis: gostam de ficar sozinhos, absortos em seu universo pessoal, e criam mecanismos que canalizam toda a energia contida, para as mais diversas atividades.

Não posso deixar de apontar a “platonicidade” de Hortênsia nessa ideia das casinhas…

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