Família feliz


25Essa semana decidimos falar sobre a instituição que é o cerne da estrutura formal da social, que é a família. Muitos entendem que ela, inclusive, é o elemento primeiro e mais importante da sociedade e, por isso, buscam a manutenção desse instituto de acordo com as nossas tradições ancestrais. A partir da necessidade de preservação dos valores familiares, para os mais tradicionais, entende-se que o modelo é de uma célula composta por um pai e uma mãe, respectivamente homem e mulher, e dos filhos gerados dessa união ou aqueles a ela agregados. Essa também é a lógica de grande parte das religiões.

Mas nas últimas décadas o pensamentos e costumes das pessoas sofreram fortes transformações. Hoje, os princípios e valores não mais se coadunam com os setores tradicionais da sociedade. Esse avanço na compreensão da composição familiar, no sentido amplo, vem sendo respaldado por outros elementos que constroem e moldam a teia social: ambiente educacional e campo jurídico, por exemplo. Penso que, entre os diversas ações que contribuíram para a mudança o comportamento humano contemporâneo, o movimento feminista e o papel das mulheres nesse novo contexto. Claro que o movimento feminista não pode ser unicamente responsabilizado por toda essa alteração, na verdade ele é consequência e causa dessa nova ordem social.

O Brasil, há pouco mais de 5 anos, fundamentado em princípios relativos aos direitos humanos, reconheceu a família homoafetiva e garantiu aos homossexuais o direito a união estável, ampliando assim o conceitos tradicional de família. Esse foi uma decisão legal que, efetivamente, transmutou a noção de família.

Sobre os aspectos que abordei aqui, minhas percepções e ações são desconexas. Explico… Acho a organização familiar muito importante e gosto de todos aqueles que fazem parte da minha, mas não tenho tanta afinidade. De maneira espontânea sinto mais proximidade por outras pessoas que conheci ao longo da vida, nas mais diversas situações. Questiono, inclusive, a obrigatoriedade, implícita, de termos de gostar de outro, simplesmente porque ele é nosso familiar – assim que nos é ensinado. Também é em nome da família e dos bons costumes que algumas pessoas se revestem de falso moralismo para justificar atitudes hipócritas, contra aqueles que dizem amar.

Por fim, acredito na importância da família, sabendo que as mudanças imperiosas estão transformando de maneira irreversível essa instituição. Aqueles que tem mais dificuldades em aceitar as alterações, percebam a transformação como uma oportunidade para agregar conhecimentos e exercitar o sentimento de tolerância, buscando o autoconhecimento para o crescimento pessoal.

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