Simples assim…


23Hoje o assunto é simples. Isso mesmo, vamos falar sobre a simplicidade.

Atualmente a vida em sociedade nos impõe rotinas complexas e estressantes. Nos comportamos como elementos necessários, ao mesmo tempo descartáveis, de um grande sistema, em um processo que se retroalimenta a partir do atendimento de demandas, desejos e necessidades.

Um dos inúmeros componentes que integra esse sistema é o apelo para o consumo de bens, serviços, conceitos e ideias, que se constitui como combustível do processo.

Eita, agora percebi que menti no começo… esse texto não está nada simples!

Tentando simplificar, quero dizer que a nossa evolução humana em sociedade tornou o ambiente complexo e um tanto hostil, pouco saudável, mas que estamos tão envolvidos que mal percebemos… apenas vivemos mecanicamente – pelo menos a maioria de nós. Também não é fácil pensarmos sobre isso, perceber e romper o ciclo.

Somos sempre estimulados a consumir para suprir carências criadas por esse sistema, pois nos fazem acreditar que assim seremos felizes. Sim, somos alimentados por essas pequenas doses de felicidade homeopaticamente administradas. E como a palavra (e ação) de ordem é o consumo, transformamos a própria felicidade em um bem de consumo.

Para a manutenção desse sistema é necessário que as pessoas cada vez consumam mais, causando males as pessoas, como e a permanente sensação de falta e o desejo de querer ter. Esses aspectos causam um desequilíbrio nas pessoas, afetando suas vidas como um todo, causando também uma desarmonia social.

Talvez uma forma de transforma esse ciclo vicioso e virtuoso, seria exatamente quebrar paradigmas e repensar conceitos, posturas e comportamentos. Penso que uma maneira de começar é adotando a simplicidade como estilo de vida. E quando cito a simplicidade estou me referindo a um comportamento que vai além de sobreviver com poucos recursos. Seria começar a regozijar-se com as “dádivas” que a vida nos oferece a todo instante; apreciar a beleza, mesmo quando o belo não está tão aparente; valorizar amigos, familiares, desconhecidos; saber ouvir as pessoas e filtrar o que elas podem nos oferecer de melhor; procurar observar a harmonia da natureza; priorizar o que realmente tem importância; “baixar a guarda” e “depor a armas”; repensar sua relação com o trabalho; sermos mais otimistas, sabendo que algo pode dar errado, mas acreditando que vai dar certo… além de tantas outras condutas.

Tenho certeza que estamos muito distantes dessa condição utópica, provavelmente é algo que devemos começar mas os frutos somente serão colhidos a partir de futuras gerações… mas entendo que já passou da hora de mudar esses paradigmas, há muito a nós impostos, quebrando essa lógica perversa que proporciona sofrimento aos indivíduos (e nem conseguirmos perceber os reais motivos) e desestruturação da sociedade. Alguém tem que começar!

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