Fragmentos


21São difíceis descrever com palavras, porque eram mais sentimentos e sensações. Quase sempre ELES são assim. Mas o lugar era lindo. Não sei como fui parar ali, mas também isso pouco importa. Havia água, algo parecido com um lago… dentro de alguma coisa semelhante a cratera de um vulcão. Também vi pessoas que pareciam moram naquele lugar. Nadava com alguém… não, flutuava na água. Mas não lembro quem estava comigo!

***

Não sei porque ela. Tão improvável, tanto tempo que não a vejo… não vejo nem desejo… talvez um dia já tenha desejado, não lembro. Foram momentos agradáveis durante o sonho. Não recordo de detalhes.

***

QUANTO TEMPO DURA UM SONHO?

– Já estamos atrasados! Acorde!!!

– Só mais um minuto…

Cochilo de novo.

– Vamos, levante-se!!!

Outro cochilo.

Click, click…. (máquina fotográfica).

– Porque bateu minha foto dormido?

Pronto. Agora desperto, lembro do sonho, relativamente longo, ocorrido entre o último cochilo e som emitido pelo obturador da câmera.

***

Outra vez, a mesma casa. Eu conheço essa lugar e como conheço. Sempre em construção (nos sonhos), maior do que ela é, inacabada. Imponente, mas sempre inacabada. Tijolo, cimento, paredes sem reboco, chão sem piso… sempre inacabada. O dono da casa, feliz em mostrar aquela “obra”.

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Ela é minha irmã e conversamos. Não sei explicar. Sensação estranha, porque não sabemos se estamos no presente, passado ou futuro. Por esse real estado de confusão temporal, sempre iniciamos os assuntos com “Você sabia?” ou “Você se lembra?”. E depois de um bom papo atemporal ela me fala como será minha morte. Nada muito relevante no transcurso do sonho!

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Não entendo como a pessoa conversando, se irrita e nada atira, se explode e mata seu melhor amigo. Mulher louca. Pelo menos ainda tentei salvá-lo, mas só deu tempo chegar no Walfredo Gurgel.

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Outra vez na mesma casa. Final de tarde. Acordo e percebo que todos estão dormindo. Tenho a sensação que estamos em perigo. Vou checar as entradas e verifico a primeira não está trancada. Visualizo a segunda e percebo que está totalmente aberta, com acesso direto para a rua. Então saiu para fechá-la, mas não consigo. Porque não consigo? Que situação incômoda, ou melhor, perturbadora!!!!

***

Sua presença sempre foi muito forte. No começo ela não falava, mas nem precisava. Nos comunicávamos somente através de olhares e expressões… talvez por pensamento. Vai entender, sonhos são assim mesmo. Ultimamente ela fala… pouco, mas já é alguma coisa. Quando ela “aparece” meu dia é diferente… nem melhor, nem pior, só diferente!

 

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