Autoconhecimento e controle das emoções


7De tempos em tempos surgem tendências, ideias ou palavras que, de maneira relativamente rápida, se tornam populares. Lembro que em 1987 foi lançada a Revista Superinteressante e a capa chamava a atenção para “A Revolução dos Supercondutores”, tecnologia aquela que iria revolucionar o mundo. Outro exemplo seria a palavra “Tsunami”, que já existia outro vocábulo na língua portuguesa com o mesmo significado – maremoto, mas que usualmente preferimos o primeiro termo ao segundo. Recentemente é comum ouvirmos muitas pessoas falaram sobre “empoderamento” e esse é o assunto que vou abordar hoje.

Empoderamento é uma palavra derivada do termo inglês “empowerment” e há quem afirme que é produto do neologismo do educador Paulo Freire. Atualmente essa é uma locução que alguns grupos sociais muito bem se apropriaram para manifestar seus interesses e legitimamente defendê-los. Eu diria que as expressões que podem dar sentido a esse conceito é autoconhecimento e controle das emoções.

Mas acredito que o processo de empoderamento pode acontecer tanto de maneira coletiva, através da mobilização e organização de certos grupos sociais, quanto individualmente, mas que espontaneamente um desses aspectos influenciará o outro – individual e coletivo.

Já tive a oportunidade de acompanhar como esse processo de empoderamento acontece, observando alguns amigos. Normalmente ocorre por um elemento motivador e se efetiva sempre de acordo com a individualidade de cada um. Há aqueles em que o fenômeno acontece de forma lenta, mas de modo continuo e equilibrado e outros de maneira abrupta a ponto gerar um estado de confusão. Também conheço algumas pessoas que resistem as mudanças, não querem deixar suas zonas de conforto, e simplesmente utilizam filtros para tornar realidades mais agradáveis.

Por fim, afirmando que o processo de empoderamento nunca é fácil, porque quem escolhe esse caminho abandona suas verdades, enfrenta novos desafios e descobre suas potencialidades latentes. Diante disso, faço uma alusão ao famoso “Mito da Caverna”, de Platão e a um diálogo entre o Agente Smith e Cypher, no filme Matrix, em que o segundo prefere ser feliz na ilusão de um ambiente virtual que passar as dificuldades e sofrimentos do mundo real.

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