Seu horizonte é você quem determina


22De tudo que há nesta vida, um dos mistérios que me intriga é saber o que nos impulsiona, nos move em direção aos ideais. Essa condição é tão característica da espécie humana e ao mesmo tempo tão particular a cada indivíduo que talvez nunca venha a ter uma resposta única.

Como característica humana, o impulso que nos move provém de uma necessidade não satisfeita de qualquer ordem: algo nos falta e vamos atrás.

Pode ser algo material ou afetivo. Tanto faz. Para o nosso cérebro, não faz muita diferença.

Do ponto de vista individual, nossa história de vida e nossas vivências vão ser determinantes do modo como vamos reagir aos estímulos do meio, os tais que provocam as necessidades que, como espécie humana, tentamos satisfazer.

Aprendemos, vivendo a vida, que não podemos ter tudo. Há limites. Os limites por vezes seguram os nossos sonhos de tal forma que eles perdem o brilho. E lá vamos nós nos acomodando…

Mas eu sou uma florzinha teimosa! Daquelas que brotam em solo árido (e lá vou eu pra minha vida…)! Talvez, por isso, hoje amanheci com a música do desenho ‘Moana’ na cabeça:

“Tento obedecer, não olhar pra trás,

Sigo meu dever, não questiono mais.

Mas pra onde vou?

Quando vejo estou

Onde eu sempre quis.

O horizonte me pede pra ir tão longe…

Será que eu vou?”

Por mais que eu tente seguir um trilho, de obediência, complacência com as normas, limites ou sei lá o quê, quando vejo estou indo na trilha dos meus sonhos.

Profissionalmente ou pessoalmente, enquanto estou pensando no “Será que eu vou?”, já estou indo…

E nesse ir, sem muito pensar mas com muito querer, a mente cria estratégias e soluções abrindo portas onde parecem existir somente muros. Confesso que nem tudo é planejado e pensado. Nem tudo é fruto de um raciocínio técnico e analítico. Mesmo no campo profissional muito é fruto da paixão. Me apaixono por um projeto e lá vou eu… Coração e mente desafiados.

E quando tudo dá errado? E quando o projeto perde a graça? E quando a vida passa a perna? E quando o horizonte fica estreito? Aí só o ‘Roupa Nova’ responde:

“Quando a paixão não dá certo

Não há porque me culpar

Eu não me permito chorar

Já não vai adiantar

E recomeço do nada sem reclamar!”

Beijos de uma flor musical que acredita que seu horizonte é você quem determina!

Refletindo sobre motivação


22Hoje escolhemos escrever sobre motivação. Primeiro procurei saber qual a definição dessa palavra e descobri que é um impulso que faz com que as pessoas ajam para atingir seus objetivos. Então observei que a definição tem dois elementos importantes: impulso e objetivo. O impulso seria um aspecto intrínseco, relacionado a vontade de realizar algo, e o objetivo aquilo que queremos alcançar.

Acredito que a maioria das pessoas não sistematizam e levam esse conceito para a prática, apenas vivenciam de forma espontânea, salvo algumas poucas exceções. Eu sou uma delas.

Tratando das minhas experiências, posso dizer que as motivações espontâneas acontecem a partir da execução de pequenos projetos, que são a maioria, e necessitam do emprego mínimo energia, mas que proporcionam as (várias) doses de satisfação necessárias para nos manter em equilíbrio e emocionalmente em harmonia.

A outra opção, as exceções, é quando agregamos motivo e sistematização para atingir um objetivo. Normalmente isso acontece quando os projetos são de maior envergadura, somente alcançável a médio ou longo prazo, que necessita de um planejamento para conseguir realizar. Também é algo que demanda bastante empenho, tempo e na maioria das vezes o emprego de algum tipo de capital. Confesso que para esses projetos minha motivação passa a ser obsessiva, durmo e acordo (até sonho) pensando nos meios para alcançar os fins.

Sendo mais uma vez autorreferente, percebo que quando estou motivado da maneira que descrevi primeiro, é muito difícil eu não conseguir o que quero, pois sou persistente e insisto até conseguir um resultado no mínimo ótimo. Já na segunda situação, utilizo mecanismos defensivos: somente me motivo quando percebo ter possibilidades razoáveis de planejar e alcançar os objetivos desejados, se não for assim nem tento. Sou despreparado para lidar com frustrações.

Mas a partir dessa dicotomia entre nos motivarmos de maneira sistematizada ou espontânea, acredito não seria nem um pouco salutar vivermos preocupados, planejando tudo e sempre na expectativa dos resultados. Assim como não seria interessantes adotarmos filosofias como “Deus proverá” ou “deixe a vida nos levar…”. Invariavelmente o melhor é o caminho do equilíbrio.