Presente! Estou presente!


12O que é um presente? Um mimo para alguém? Uma lembrança? Uma coisa de valor? Isto é o que eu chamaria de presente substantivo, coisa dada. Mas eu preciso o presente adjetivo…

Sempre gostei dos presentes adjetivos. Lembro-me dos primeiros presentes que recebi dos meus pais, alguns feitos por minha mãe. Alguns de comer, outros de vestir, outros de ver. Não importava. Só o significado importava: “estamos aqui!”

Cresci gostando de presentear. Muitas e muitas vezes sou até criticada por isso. “Você deixa de fazer por você para dar aos outros”. “Presentei a si mesma!” “Você também merece…”

Acontece que pra mim o ato de dar um presente é infinitamente mais prazeroso que receber. Começo a sentir prazer quando o presente começa a ser definido. Quando começo a pensar o que aquela pessoa especial que vai ser presenteada gostaria de receber.

A viagem continua na escolha. Levo muito tempo nessa fase. Olhando, buscando, tocando e, sobretudo, imaginando o que o outro vai sentir quando receber o mimo. Depois da escolha vem a embalagem. Detesto pacotes prontos daqueles com nomes de loja… Geralmente eu mesma embalo para a pessoa saber que ali há algo feito por mim.

Mas vou falar dos meus presentes preferidos… São aqueles inteiramente feitos por mim. Aqueles que foram criados na mente, gestados no coração e dados a pessoas ultra especiais como símbolos de afeto. São os presentes com alma.

Um dia desses dei um presente com alma. Mas acho que no fundo me dei o presente, pois ver o sorriso de quem ganhou repetido muitas vezes, os olhos brilhando passeando pelo mimo, a expressão  de absoluta surpresa, foi uma das melhores coisas que me aconteceu na vida. Pensam que é exagero? Não é! Remeti-me à infância, aquela época muito feliz dos meus pais dizendo “estou aqui.” E naquele momento era eu dizendo: “estou aqui” e sabendo que quem ganhou o presente também estava ciente disso.

Termino o texto voltando ao começo: o presente substantivo, a coisa que se ganha, e o presente adjetivo. Ganhar algo de alguém realmente é ótimo, mas alguém fazer-se presente na nossa vida, mesmo que nunca nos dê nada de material, não tem preço! Por isso prefiro os “presentes”…

Fica a dica


12Hoje vou direto ao assunto: Dar e receber presentes! Sempre é bom, mas tenho uma dinâmica própria para esse hábito tão comum entre nós, que ocorre principalmente nas datas de aniversários e dias específicos – dia dos pais, mães, crianças, natal, etc.

Quando se trata de presentear amigos e familiares, não me motivo a regalar em datas específicas. Pode ser um ato de resistência, por me achar “obrigado” agir como todos, ou mesmo por sentir que pode ser gesto banal. Não sei… é um processo involuntário, apenas não me sinto motivado a tal atitude. Prefiro dar presentes a qualquer tempo, quando tenho vontade, principalmente quando encontro algo e aquilo me faz lembrar a pessoa que será agraciada, independe de preço, marcar ou necessidade do outro. Priorizo a espontaneidade do gesto.

Para receber, também não faço muita questão. Não sinto falta, além de meus amigos dizerem que é difícil escolher um presente para mim. Mas admito que gosto quando recebo. Não sendo fácil encontrar algo para me dar, acho bastante interessante quando dedicam parte do tempo na escolha. Entretanto, fica a dica: considero os melhores presentes os mais simples e criativos, de preferência aqueles que não tenham valor comercial… um abraço, uma flor, uma mensagem escrita a mão…