Falar o quê?


7De vez em quando me pego pensando no que as pessoas querem dizer quando falam isto ou aquilo. A mesma sensação me vem quando observo obras de arte como fotografias, ou assisto filmes, vejo imagens, enfim.

Boa parte do tempo me questiono sobre a expressão humana. O que queremos de fato dizer? Nosso corpo realmente fala? Os olhos são a janela da alma? às vezes acho que não… Para mim a janela da alma é o sonho.

A necessidade de expressão do ser humano é inegável. Sempre existiu. A todo momento falamos, desenhamos, pintamos e bordamos, como bons humanos pensantes. Porém, há coisas que não dizemos nem para nós mesmos.

Há coisas que ficam no nosso inconsciente de tal forma arraigadas e escondidas, que nem nos damos conta delas. Mas a necessidade da expressão é tão forte que sonhamos com essas coisas. Os sonhos nos fazem ter ciência do que nossa consciência esconde.

E diante do nosso “falar o quê? Não há nada a ser dito”, sonhamos… Sonhamos com os afetos e desafetos. Sonhamos com as possibilidades e com o impossível.

Sonhamos, lembramos, esquecemos, vivemos, expressamos.

O não dito nos move e nem sempre é para um bom lugar. O não dito incomoda. Então a janela da alma (ou mente, ou psiquê, como queiram) se abre e nos expressamos para nós mesmos. Aí, de repente, falar com o outro se torna mais leve, Deixar o corpo falar se torna natural e achar palavras ou imagens que representem o que queremos expressar se torna um alento.

 

Abraços de uma flor sonhadora!

 

Blá Blá Blá


7O assunto proposto esta semana para escrevermos foi sobre a nossa necessidade de expressão. Acredito que esta seja uma vontade inata, que se manifesta de uma forma ou de outra, através dos mais diversos instrumentos.

Nos últimos anos, de forma geral, as pessoas estão tendo fácil acesso a diversos canais onde podem se manifestar, principalmente nas conhecidas redes sociais. Através desse recente canal os usuários querem apresentar suas opiniões sobre os mais diversificados assuntos, mesmo que tenham apenas o mínimo de conhecimento sobre o conteúdo abordado e, como consequência, observamos muitas afirmações esdrúxulas. Entendo que essa peculiaridade somente reforça a nossa necessidade de expressão, de tentar transmitir crenças, influenciar pessoas e porque não marcar posição individual.

Quanto a minha experiência sobre o tema abordado, posso dizer que essa necessidade está fortemente presente na minha história. Uma prova disso é a própria existência desse espaço, onde compartilhamos vivências. Todavia, eu já utilizei e utilizo outros veículos para interagir com o mundo. Comecei copiando os desenhos das revistas em quadrinhos, utilizando papel, lápis e borracha, nessa fase minha “rede social” se restringia apenas familiares e amigos mais próximos. Em seguida evolui para as caricaturas. Em outra fase, juntamente com um grupo de amigos, criei um jornal. Foi uma experiência gratificante, pois participava de todo processo: escrevia, datilografava, desenhava, coletava matérias, organizava e distribuía. Após essas práticas, utilizei diversos instrumentos para atender essa necessidade de expressão – alguns até havia esquecido e estou lembrando ao escrever esse texto.

Por fim, creio que na maioria das vezes não tenhamos a clara percepção dessa vontade de interagir com o mundo e fazemos de maneira automática, algumas pessoas com maior intensidade que outras. Mas, no final, essa necessidade seja motivada por sentimentos mais primitivos, como a desejo de reconhecimento, valorização e aceitação.